Juventude Karl Marx

Enquanto esteve estudando na Universidade de Berlim, Karl Marx teve contato com os pensamentos do filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Conheceu, então, alguns de seus conceitos, como o da filosofia da história e o da dialética.

No entanto, Marx se aproximou do grupo dos Jovens Hegelianos, que eram conhecidos como os “hegelianos de esquerda”, pois não concordavam plenamente com as idéias de Hegel além de estarem em oposição aos “hegelianos de direita” que detinham posições de prestígio dentro da Universidade e do governo da Prússia.

Os Jovens Hegelianos acreditavam que uma série de evoluções dialéticas históricas ainda estava para acontecer com a sociedade da Prússia, pois esta se encontrava longe de perfeição. Passaram, portanto, a atacar a base filosófica da religião, já que entendiam que as leis tinham sido baseadas na doutrinas bíblicas e que o aparato estatal – corrupto e despótico – era um clamor por legitimidade baseado em doutrinas religiosas.

Marx fez parte deste grupo durante algum tempo até amadurecer suas próprias idéias. Fundamentalmente, Marx passou a acreditar que a real base do poder de estabelecimento seria a posse do capital, e não a religião. Esta seria apenas uma “cortina de fumaça” para esconder a verdade, além de ser também o “ópio do povo”, seu único conforto na vida.

Desta forma, acreditando em idéias divergentes, Marx se afastou dos Jovens Hegelianos, rompendo com o grupo. Seus estudos seguiram dando curso as suas novas crenças, focando na posse do capital como o centro da problemática social – o que deu origem, mais tarde, ao Marxismo.

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