Críticas Karl Marx

O Marxismo – doutrina política, social, econômica e filosófica criada por Karl Marx e Friedrich Engels no século XIX – foi intensamente criticado por pensadores, intelectuais, políticos e historiadores.

O intelectual francês Raymond Aron foi um destes que se pôs a criticar o marxismo. Para ele, a doutrina criou nos homens uma “ilusão de onipotência”. O francês também criticou a doutrina relacionando-a as sociedades ocidentais, conforme afirma em seu livro: “as sociedades ocidentais não têm o equivalente ao marxismo-leninismo, seja como base para o regime, seja como fundamento de uma síntese, ou pseudo-síntese, intelectual”.


Já Leslie Page, um historiador britânico, julgou a importância de destacar opiniões omitidas ou simplesmente desconhecidas de Karl Marx e Friedrich Engels sobre uma gama de assuntos variados como o terrorismo, o uso da força e o terror revolucionário. Para tanto, publicou em 1987 o livro Karl Marx e O Exame Crítico de Sua Obra. Nele, há declarações polêmicas dos criadores do marxismo como, por exemplo, a seguinte declaração de Marx: "Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que existe; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade sobre a outra parte por meio de fuzis, baionetas e canhões [...]; e se o partido vitorioso não deseja ter lutado em vão, deve manter esta prática por meio do terror que suas armas exercem nos reacionários."

Na opinião do filósofo, historiador e cientista político Eric Voegelin, Marx se equivocou deliberadamente na leitura dos pensamentos de Hegel, utilizando-se deles para sustentar sua ideologia. Também segundo o alemão, Karl Marx e Friedrich Engels sabiam que a história social até aquele momento não tinha sido derivada exclusivamente da luta de classes – como eles afirmaram no Manifesto Comunista –, pois existiram outras lutas e guerras como as Guerras Púnicas e a Guerra do Peloponeso, por exemplo.